quarta-feira, outubro 27


A manhã nasceu lá fora o meu tempo é mesmo agora...
Já vesti a roupa colorida.
Na cabeça vem aquele verso sobre o meu novo universo.
A canção que é minha preferida...
Nesse rio sei andar na beira... Desvario é essa cachoeira... Trilha subindo a mata... A vista que me arrebata...
Essa estrada me chamou...
Eu vou!
Caminho pro interior...
Quaresmeira se encheu de flores, já calcei o velho tênis...
Não tirei o nosso botton da mochila!
Ter de volta sua mão na minha... A razão por que andou sozinha nem sei mais... Um sentimento não vacila!
Escutei sua voz no vento
Coração salta no meu peito
Estou de alma lavada...
Não chove mais na minha estrada...
Seu olhar já me chamou...
Eu vou... Caminho pro interior...
Bruna Caram

quinta-feira, outubro 21

Eu sei.

Os Mortos sabem mais que os Vivos.
Sabem o gosto que a morte tem.




Zeca Baleiro

domingo, outubro 17

Pelo sabor do gesto.


Me carrega contigo...
No doce som do teu sorriso, na carícia dos seus braços...
Deixa-me ouvir a música dos teus passos, aprender pelos teus rastros...
Pra poder seguir comigo.

quinta-feira, outubro 14

Sua dicotomia Minha

Só em ti o claro torna-se escuro.
Negro.
Tua cor levada ao sol,
Negra.
Teu cabelo regado ao dicotômico mistério de quem tu és.
Branco.
Negro.
Eles dançam, se enlaçam uns nos outros e no fim, parecem assim... Ramos enrolados, longos e libertos. Lindos cachos de flor. Belos como a noite, preta(o) e branca(o).
Teus olhos, claros, negros, como pedras que brilham na escuridão, no breu, no pretume.
Será que vem de Deus a luz do dia?
Ou virá dos olhos teus essa cor que clareia o meu dia?
Lábios rosa, lindo sorriso de dentes grandes, brancos, belas palavras de uma consciência negra, bela mulher branca.