terça-feira, março 15

Um dia!

Que não achemos que precisamos esperar um dia para que aconteçam as melhores coisas das nossas vidas.
Que possamos realizar todos os dias nossas vontades e que as alegrias sempre batam à nossa porta.
E que realmente sejamos felizes.
E que estejamos vivos pra viver esses momentos.
Que sejamos humildes pra desfrutar as mais belas coisas que o mundo nos oferece.
E que não achemos que esses momentos serão os únicos.
Que guardemos um pouquinho de alegria no fim do dia, para que nossos olhos amanheçam irradiantes no outro.
Que saibamos aprender com a dor de cada dia.
Que saibamos esperar o sorriso após a queda, por que é aí que está o brilho de se saber viver.

E que um dia eu tenha muita sabedoria para viver tudo o que disse a cima.

terça-feira, fevereiro 22

Ô Zé...

... mas eu não sou idiota!
Posso parecer, posso me fazer...
É muitas vezes eu me faço para sobreviver nesse mundo tolo.
Quem quiser me conhecer, o meu mundo está aberto diante dos bons olhos de quem me vê.
Quem estiver disposto à me enxergar, entenda que idiota é aquele que procura apenas o superficial; a pele e o couro.
Eu não. Eu quero o brilho, a cor.
Eu sinto o corpo, o cheiro.
Eu busco a Alma...
Não, eu não sou idiota.

sábado, fevereiro 5

Quando você me viu...

"Eu vi quando você me viu, seus olhos pousaram nos meus num arrepio sultil.
Eu vi, pois é, eu reparei, você me tirou pra dançar sem nunca sair do lugar, sem botar os pés no chão, sem música pra acompanhar...
Foi só por um segundo, mas como se fosse todo o tempo do mundo, e o mundo se perdeu!
Eu vi quando você me viu, seus olhos buscaram nos meus o mesmo pecado febril...
Eu vi, pois é, eu reparei, você me tirou todo o ar pra que eu pudesse respirar. Eu sei que ninguém percebeu, foi só você e eu.
Foi só por um segundo, como se fosse todo o tempo do mundo, e o mundo se perdeu... Ficou só você e eu."


Claúdio Lins

sexta-feira, janeiro 28

O começo desses passos...

Perdemos um pouco desse amor em cada grito, cada disparo de solidão que nos feriu por incerteza. Por não enxergarmos que já nascemos ligadas e não precisamos de mais nada além desse laço.
O laço que você criou sem me pedir mas que eu agarrei e te pedi pra ficar.
E quando a gente andar sem rumo, quando a trilha sonora dessa caminhada for o silêncio...
Quando ele falar mais alto do que tudo a gente vai ver que o amor sempre existiu e nos cercou sempre que estivemos caladas. Quando nos amamos pelos olhos, pelo sorrisos e pelos abraços.

quinta-feira, janeiro 27

Infinita-mente.

"Intima-mente.

Eu deveria voltar a escrever sobre meus amores doentios por pessoas que não existem e fantasmas que me assombram e se dizem boa gente. Eu deveria, mas eu ando cansada de criar as palavras que não me completam e amar a pessoas que me apunhalam, sempre levando um pedaço do meu infinito coração. "

Por: Bianca

quinta-feira, janeiro 20

E eu peço: Espere!

É, Talvez o amor
Fosse realmente necessário.
Ou não!
Podia ter tentado outra vez.
Mas não, não seria...
É não seria.

Parecia doce, bom, prece, prazer.
Lembrava cheiro, som, prazer.
Sentia calmo, calma, prazer.

Eu estou em cada grito e cada suspiro das pessoas que ainda vivem por ele.
Que esperam sabendo, talvez, de nada, mas esperam por ele.

Eu doei minha alma à elas.
As que esperam.
As que menos sabem que já o tem.
As que morrem a cada dia com ele.
Gozando dele,
Do que eu Jaz gozei.

sexta-feira, dezembro 17

Querido diário...

Estava conversando com uma amiga e contando sobre as indignações que aparecem nos e-mails alheios...
Daí ela pediu pra eu postar esse último e-mail que eu recebi. E como este espaço está basicamente virando um diário de tão pouco freqüentado que está, vou publicar aqui o e-mail e a minha impressão/indignação sobre ele...

"A Rede Nacional Feminista de Saúde Direitos Sexuais e Direitos Reprodutivos e demais entidades signatárias vem manifestar seu repúdio e exigir providências públicas cabíveis, somando-se ao Procon Municipal de Vitória (ES) que determinou a retirada da propaganda da Cerveja da marca “Devassa” de uma choperia, e que está publicada na Revista Rolling Stones (Número 51, dezembro de 2010, paginas 6 e 7) e cadernos especiais de jornais, a qual divulga a frase “É pelo corpo que se reconhece a verdadeira negra...Devassa negra encorpada. Estilo dark ale de alta fermentação. Cremosa com aroma de malte torrado”.
A referida frase, que vem acompanhada da imagem de uma mulher negra é explicitamente desrespeitosa em relação a essas mulheres, cujo processo de racismo e discriminação a que estão submetidas historicamente no Brasil é caracterizado, entre outras manifestações, pela veiculação de estereótipos e mitos sobre a sua sexualidade. Uma forma de manter barreiras ao seu processo de inclusão na cidadania como pessoas com iguais direitos.
Esta cultura foi legitimada e legitimadora da escravização a que foi submetido o povo negro trazido da África por quase 500 anos, quando as mulheres negras, desde meninas serviam de iniciação sexual dos brancos, afetando suas vidas, saúde, e violando a sua dignidade como pessoas. Discriminações racial e de gênero se somam tornando a luta das mulheres negras pela igualdade um desafio difícil de ser vencido.
O Brasil é detentor de legislação nacional que tipifica e criminaliza o racismo e as discriminações por gênero e raça, é signatário de documentos internacionais que vedam estas manifestações e protegem os direitos humanos.
Tendo em vista que esta publicidade viola os direitos humanos e a dignidade das mulheres negras, referindo-se ao seu corpo e sua sexualidade, e que a Cervejaria Devassa é reincidente na veiculação de publicidade em que trata mulheres a Rede Nacional Rede Nacional Feminista de Saúde Direitos Sexuais e Direitos Reprodutivos, apoiada amplamente pelo movimento de mulheres, expressa sua indignação e exige providências do Conselho Nacional de Auto-regulamentação da Publicidade – CONAR, assim como encaminha aos órgãos de defesa dos direitos humanos solicitação de medidas cabíveis.

REDE NACIONAL FEMINISTA DE SAÚDE, DIREITOS SEXUAIS E DIREITOS REPRODUTIVOS"

Agora eu pergunto...
Há cabimento uma coisa dessas? Existem palavras tão bem empregadas nesse texto, um discurso maravilhoso... Mas que não tem coesão alguma com o que está sendo reclamando. Pergunto-me em que momento a empresa da cerveja Devassa faz alusão ao sexo? E em que momento vocês encontram um discurso que possa se encaixar às alusões históricas da discriminação racial no Brasil? Não meus queridos, não há preconceito no anúncio da cerveja. Esse não é o foco deles. Eles não alimentam nenhum contexto que se possa desdobrar os sentidos das frases na propaganda. Eles estão vendendo uma cerveja cujo o nome da marca é Devassa. E pra quem não sabe existe a Devassa Loira, Ruiva e Negra. E as informações das propagandas fazem alusão ao corpo da CERVEJA e não da mulher. Se a interpretação chega com olhos maldosos à grande maioria, é por que o preconceito está na cabeça dessa massa e não no teor da propaganda.
Enfim.
Sou negra, de pele e de consciência, sei ler, interpretar e beber.
E eu degusto e adoro uma Devassa.